Lançamento da EdUFSCar aborda relações entre escrita e oralidade no teatro.

O livro traz análises que o historiador francês faz das travessias vivenciadas pelos textos e que constituem um capítulo fundamental da história cultural da escrita e da leitura, dedicado a compreender as transformações e as variações de uso e sentido de um texto em suas itinerâncias.

Cadastrado em 13/09/2018 16:30

Entrevista por CCS UFSCar

Lançamento da EdUFSCar aborda relações entre escrita e oralidade no teatro.

A obra parte do princípio de que, ao ultrapassar as fronteiras da cena para o manuscrito, do manuscrito para o impresso, e então ganhar a vida de novo nos palcos, tem-se a modificação da produção e difusão de textos. Quando os textos mudam de forma, a recepção se altera. Ela também se altera pela razão de os textos permanecerem os mesmos quando seus leitores já não o são.

No prefácio, o autor explica que os quatro ensaios que compõem o livro tratam de períodos, gêneros e públicos diferentes. De um lado, o teatro da primeira modernidade, dos séculos XVI e XVII, seus autores e espectadores; do outro, o romance do Século das Luzes (XVIII) e seus leitores. 

Para Luzmara Curcino, docente do Departamento de Letras (DL) da UFSCar, e Pâmela Rosin e Clarissa Conti, respectivamente doutoranda e mestre pela UFSCar, todas elas autoras da apresentação da obra, Chartier se dedica à análise das transformações dos textos, dos mais cotidianos aos mais consagrados, dos mais antigos aos contemporâneos, assegurando que a História cumpra uma de suas funções fundamentais, que é iluminar o presente com interpretações do passado, de modo a nos permitir compreender as continuidades bem como as descontinuidades que regem as práticas atuais. 

"Em suas palavras, encontramos o aporte teórico fundamental e a sustentação histórica incontornável para empreender as travessias previstas e também as inesperadas nessa sempre desafiadora aventura de estudo da existência peculiar dos textos, entre a flutuação de seus usos e a relativa fixidez de suas formas, entre a institucionalização de sua recepção e a indeterminada variação de suas leituras", escreveram as pesquisadoras na apresentação da obra.

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escrita Leitura Nível de Comunicação historia cultural] analise do discurso

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