Lançamento da EdUFSCar aborda a Educação Profissional no Brasil

A EdUFSCar está lançando o livro "A Educação Profissional ao longo do processo de industrialização no Brasil - do fordismo ao padrão flexível de produção", de autoria de Darlan Marcelo Delgado e Luiz Roberto Gomes.

Cadastrado em 17/06/2019 10:03

Entrevista por CCS UFSCar

Lançamento da EdUFSCar aborda a Educação Profissional no Brasil

A ideia do livro surgiu após o término do estágio de pós-doutorado que Delgado realizou na UFSCar, sob a supervisão de Gomes (docente do Departamento de Educação da UFSCar), e do seu ingresso como pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Desenvolvimento da Educação Profissional do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps). "Decidimos revisitar a trajetória histórica das políticas de Educação Profissional no Brasil, em particular a partir do início do processo de industrialização do País, período no qual se observa o concomitante ingresso das ideias da gerência científica e de sua racionalização do trabalho, típicas do taylorismo e fordismo. Já no final do século XX o setor produtivo passa a receber as influências do padrão flexível de produção, em particular do toyotismo. A ideia central reside nas possibilidades inerentes à teoria do agir comunicativo de Jürgen Habermas como modelo heurístico de se pensar novas relações - democráticas e emancipatórias - entre os indivíduos no mundo do trabalho e também no âmbito da política e da gestão educacional", explicam os autores.

O livro tem foco na relação entre educação e trabalho, no contexto da passagem de um Brasil colonial, rural, agroexportador e de economia escravocrata e dependente de importação até de bens de consumo ao Brasil da industrialização e urbanização nascentes e dos primeiros passos de instalação de uma infraestrutura de transporte de carga, a ferrovia. Desse modo, a obra procura revisitar especificamente as trajetórias das políticas de Educação Profissional paralelamente à implementação e à difusão dos paradigmas de produção fordista - na primeira metade do século XX - e flexível - na segunda metade do século XX.

Além do prefácio, de Graziela Zambão Abdian, e da introdução, a obra está estruturada em três capítulos. No primeiro, é apresentado ao leitor o contexto cultural, econômico e político de difusão do chamado padrão flexível de produção no mundo e no Brasil. Posteriormente, no segundo capítulo, vem exposta uma visão sobre as principais características do fordismo como padrão emblemático de organização da produção e controle (gerência) do trabalho, o qual foi imprescindível a toda a concepção fabril do início do século XX. Por fim, no terceiro capítulo é abordada a Educação Profissional em sua contextualização econômica e social e no interior dos cenários dos respectivos paradigmas produtivos discutidos. 

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